22 Janeiro, 2018 10:27

HGV realiza procedimento inovador para tratamento de dor crônica e espasticidade

O procedimento transforma radicalmente os benefícios clínicos aos pacientes.

Ascom HGV
Hospital Getúlio Vargas (Ascom HGV)

O Hospital Getúlio Vargas (HGV), por meio do Serviço de Neurocirurgia Funcional da Clínica Neurocirúrgica, realiza, nesta segunda-feira (22), duas cirurgias inovadoras para tratamento de dor crônica de difícil controle e espasticidade. O procedimento consiste no implante de Bomba de Infusão de Medicamentos, conhecido como “bomba de morfina”, programável para uso de medicamento diretamente no sistema nervoso, transformando radicalmente os benefícios clínicos aos pacientes. 

O neurocirurgião Francisco Alencar, responsável pelo procedimento, explica o método utilizado. “A medicação é injetada de forma contínua ou intermitente diretamente no líquido céfalo-raquidiano (líquor) ao redor da medula espinal ou do encéfalo por meio do uso de bombas de infusão com fluxos programáveis. Elas ficam alojadas abaixo da pele no tecido subcutâneo, normalmente na região abdominal, e um cateter a conecta ao espaço liquórico após uma punção na coluna lombar, onde a medicação é liberada”, explica o médico.

Para a realização do procedimento, a diretora-geral do HGV, Clara Leal, explica que o hospital firmou parceria com uma empresa multinacional para disponibilizar aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), o implante da bomba programável para uso de medicamento diretamente no sistema nervoso, 

Francisco Alencar destaca que os pacientes são atendidos no Serviço de Neurocirurgia Funcional e, quando indicado, receberão a terapia por meio das bombas implantadas. “Este momento é um importante passo na melhora da qualidade de vida de milhares de pacientes com dor crônica de difícil controle e espasticidade”, explica o neurocirurgião. 

Ele destaca ainda que o uso de infusão de medicamento diretamente no líquor (através da coluna ou do cérebro) somente é indicado para tratamento de dor crônica de difícil controle, espasticidade e distonias.

Clara Leal esclarece que o fluxo dos pacientes deve acontecer, normalmente, por meio de agendamento de consulta para  Neurocirurgia Funcional do Ambulatório do Hospital Getúlio Vargas.

O neurocirurgião explica ainda que a morfina é a medicação mais comumente utilizada para tratamento de dores crônicas e o baclofeno para espasticidade grave e crises de espasmo dolorosas. “Pacientes com dores intratáveis, como em tratamento de câncer, com alterações degenerativas graves, podem se beneficiar de bomba de morfina”, explica Francisco Alencar.

Para o presidente da Fundação Piauiense de Serviços Hospitalares (FEPISERH), Pablo Santos, responsável pela gestão do HGV, o hospital deve investir cada vez em procedimentos e tecnologias que melhorem a qualidade dos serviços. "Estamos empenhados em trazer técnicas que aperfeiçoem e tragam qualidade de atendimento às pessoas atendidas no HGV", ressalta o gestor.

Autoria: Fátima Oliveira
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